sábado, 25 de junho de 2011

By: Adla Allighiery

Vida e força,
E eu que precisava fazê-lo para sentir meus grilhões virem abaixo. Enfrentar seus rostos e suas vozes...
Fracassei novamente.
E os amigos? Grandes amigos!
Eu os amo e os admiro...
Agora.
Mortos.
Tão belos! Suas belas faces cadavéricas se decompondo, pálidos, com suas almas pressas àquela terra arcaica; gemendo, perdidas e tristes, vagando pelos novos acampamentos... outros jovens, outras fogueiras esquecidas, e cinza, cinzas, cinzas... e ninguém os ouvem.
Seguem assombrando, vivos nas lendas; todos os anos, no dia da despedida, uma nuvem carregada abre o dia, tal qual à do dia da chacina. E só então eles podem ser vistos...
E ao soar das doze badaladas, meia-noite, meio-dia, abre-se o véu, soam suas vozes... grunindos de angustia e dor, avisos e chamados. E, chegada a ultima horas deste dia, vosso sangue escorre pelos troncos das árvores, como ficou registrado no dia em que jazeram.
Óh amigos!
Sempre juntos,
Viajando juntos,
Mortos juntos,
Vagando juntos....
Arrancados de suas famílias, assombrando vidas, coletando almas para faze-lhes companhia.

[For my best friends. - odeio voces e quero vê-los mortos, o mais breve possível, seus demônios tolos e hipocritas.]

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